quinta-feira, 16 de junho de 2011

A PÁTRIA À BEIRA DE UM RIO



A PÁTRIA À BEIRA DE UM RIO
Letra: Martim César
                                         Música: Paulo Timm & Alessandro Gonçalves

    Roda a carreta é o destino
    andar por anos a fio
    a Pátria ainda é um menino
    brincando á beira de um rio.

    Depois virão as fronteiras
    marcando a sangue esta terra
    trezentos anos na poeira
    da história de tantas guerras.

Range a carreta do tempo
Singrando a pampa sem fim
Seu canto antigo é um lamento
Que eu trago ponteando em mim.

Cerro, canhada...recuerdos
de secas, cheias, geadas
o mundo tranqueia tão lento
no mesmo andar da boiada.

Ferro, madeira....silêncio
do tempo que tudo acalma
carreta, estrada...é o vento
três pátrias dentro da alma.

                                                              Ritmo: Milonga

* Música premiada no Laçador do Canto Nativo - Porto Alegre
(Faz parte do repertório do CD "DA MESMA RAIZ")
Int.:


quarta-feira, 1 de junho de 2011

O SOL ALÉM DOS PORTAIS


O SOL ALÉM DOS PORTAIS
                                                         Letra: Martim César / Alessandro Gonçalves
                                                         Música: Alessandro Gonçalves

A tarde cai por sobre o Guaíba                                                 
E a vida pinta um belo entardecer
O sol poeta se despede aos poucos
Semeando os dias que irão nascer

Como buscasse um rumo diferente
Uma outra vida, um tempo mais além
Talvez encontre um outro belo mundo
Que respeite os sonhos que a gente têm

O rio reclama de herdar por sina
O seguir em frente, sempre ao Deus-dará
E o que mais sente a ferir-lhe a alma           
É o descaso humano que o faz sangrar

A noite chega em ondas de neón 
Matizando tons, a cobrir as casas
Anunciando o dia que está por vir
Na esperança eterna de um voar sem asas.

                                                                 Ritmo: Mazurca

quarta-feira, 18 de maio de 2011

CANTIGA PARA UM PEQUENO PESCADOR

                   Letra: Martim César
                        Música: Alessandro Gonçalves & Sulimar Rass

Encurvado, olhos presos no seu rio
Se abre o semblante do guri
No caniço que se verga
O braço sente o repuxo
Sai prateando um outro lambari.

 

Apressado porque a tarde vai cair
Fisga um sonho na pergunta do anzol
Cada isca que ele tira
Veste um riso de alegria
Ao longe, no horizonte, feito brasa, morre o sol.

Logo mais tem pescaria
É a primeira que ele sai
Mas sem boa isca, amigo
Ele bem sabe que não vai

Quem nasceu nestas ribeiras
Na fronteira do Uruguai
Vai morrer pescando sonhos
Igual ao pai, igual ao pai.

Já faz tempo que os cardumes desse rio
Só existem nas histórias do avô
Mas não falta uma traíra
Forcejando numa linha
De um pequeno grande pescador.

Noite a dentro, rio e barco é um desafio
Esperança no afundar do espinhel
O guri segura a linha
E vê nas águas refletidas
Estrelas que são peixes navegando lá no céu.

                                                                   Ritmo: Chamamé

* Música vencedora da XII JERRA DA CANÇÃO NATIVA de Santa Vitória do Palmar-RS

quarta-feira, 4 de maio de 2011

NOITE EM VERSOS

                    

                       NOITE EM VERSOS
(Letra/Música: Alessandro Gonçalves)
                   Linda noite que em teus olhos
Uma lua ilumina
Teus seios, tuas fontes
Meus anseios, que sacias!

Para sempre é nunca mais
Ou talvez...quase um instante
Quem corre contra o tempo
Nunca entende os amantes!

Será a vida em outra vida?
Será o tempo a se apagar?
Ou amor que não se finda?
Ou fogo e gelo a se queimar?

Que o destino nos procure
Pelos bares, nas esquinas
Nalguns versos de Basílio
Assim a vida se eterniza!

                Ritmo: Valseado